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Victor Mateus

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cavalcante não quer voltar para TV




Cavalcante não quer voltar para TV“Um recomeço”. Foi assim que Tom Cavalcante resumiu os sete meses que passou no anonimato em Los Angeles, na Califórnia, acompanhado da mulher, Patrícia, e da filha caçula, Maria, de 13 anos. Após o período de imersão de estudos e trabalho na Califórnia, o humorista vai ficar na ponte aérea para matar a saudade do público brasileiro. Nos dias 1 e 2 de fevereiro, ele reestreia em São Paulo o espetáculo “No Tom do Tom”, que ganhou uma atualização após a temporada internacional do humorista. “Não quero entregar ainda. As novidades estão nos textos criados para a cena política e para os novos personagens”, adianta ele.

Aos 51 anos de idade e 20 de carreira, Tom contou ao iG como foi circular sem ser reconhecido pelas ruas americanas e disse que adorou voltar às salas de aula. “Fui um simples estudante  que acordava às 7h, colocava o lanche na mochila, deixava a filha na escola e ia para a aula comportadamente, sem faltar um dia sequer."

No bate-papo, o humorista também fala sobre seus projetos cinematográficos, o curta "Pizza Me, Mafia" e um longa com Seu Jorge, e avisa: "Não tenho planos de voltar à TV por enquanto."

iG: Após sete meses longe dos palcos, está ansioso para encontrar o público? Sentiu falta de trabalhar? Tom Cavalcante: Trabalhei forte por lá na feitura do meu media-curta, indo para a escola todos os dias pela manhã, ralando diariamente para aprimorar o idioma. E claro que senti saudade do meu público.

iG: Você volta com novos personagens, pode adiantar algum deles? Tom Cavalcante: Sim, mas não queria entregar ainda. As novidades estão nos textos criados para a cena política e para os novos personagens.

iG: Como foi a vida em Los Angeles? Que balanço faz da temporada de estudos? Alcançou o que foi buscar? Tom Cavalcante: Na verdade, esse ano continuo ligado à Los Angeles, fazendo uma ponte aérea com o Brasil. Os estudos foram proveitosos, tanto de cinema como da língua. Gravei um curta para servir de piloto para o mercado americano e entreguei a um agente para avaliação, caso precisem de humorista com o meu gênero de humor. Um projeto à longo prazo que pode vingar, quem sabe...

iG: A vida longe dos holofotes, no anonimato, foi prazerosa? Tom Cavalcante: Uma experiência muito interessante. A sensação é de um recomeço. Era um simples estudante que acordava às 7h, punha o lanche na mochila, deixava a filha na escola e ia para a aula comportadamente, sem faltar um dia sequer.

iG: Você fez um curta metragem por lá e começou a escrever um longa com Seu Jorge. O que te impediu que você conseguisse deslanchar na carreira no internacional? Tom Cavalcante: São duas coisas distintas. O longa com o Seu Jorge está a pleno vapor. Já deslanchar na carreira internacional, nunca foi minha intenção. Seria um fenômeno isso acontecer em oito meses. Fui apenas para estudar e aplicar aqui no Brasil em breve. Para uma carreira se consolidar em Hollywood leva no mínimo dez anos.

iG: Sentiu algum tipo de preconceito? Acha que o mercado internacional ainda é muito fechado para os brasileiros? Tom Cavalcante: Não é que seja fechado. O sistema tem todo um processo a ser vivenciado até você chegar lá. Tudo igual ao que vemos por aqui.

iG: A carreira artística é muito instável. Nesse período, você conseguiu diversificar seus negócios? Tom Cavalcante: Sabedor disso desde cedo, procurei nesses 20 anos de carreira, com a ajuda do meu público e das TVs por onde passei, construir uma trajetória financeira interessante. Com muita sorte e trabalho, posso te falar que dá para ir levando.

iG: A gente pode esperar uma volta para a televisão em 2014? Já recebeu alguma proposta? Tom Cavalcante: Não tenho planos de voltar à TV por enquanto. Meus projetos estão voltados para o cinema, aqui e em Los Angeles.

iG: Não sei se tem acompanhado a programação da televisão brasileira, mas as quedas de audiência e crises financeiras das emissoras te preocupa? Tom Cavalcante: Não tenho acompanhado, mas em linhas gerais, tenho visto que o mercado nacional no seu todo está passando por um momento de retração. São ciclos de uma economia.

SERVIÇO:

“No Tom do Tom” Endereço: Rua Júlio Diniz, 176 - Vila Olímpia Horário: Sábado (1º), às 20h, e domingo (2), às 19h e 21h. Informações e reservas: (11) 3045-4146 Ingresso: R$ 95 e R$ 120.

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