Segundo o CNJ, os tribunais que descumprem a decisão podem se enquadrar em três casos: há servidores sem ficha limpa; o tribunal não fez um levantamento de todos os comissionados para verificar se há algum ficha-suja; ou não prestou todas as informações ao Conselho. Segundo o CNJ, a maioria informou que ainda cadastra servidores para identificar problemas.
Além do TRT-PB, os tribunais que não cumpriram a resolução foram o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul; os tribunais de Justiça da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás e Piauí; os tribunais regionais do trabalho (TRTs) da 1ª Região (Rio), 17ª Região (Espírito Santo) e 24ª Região (Mato Grosso do Sul); e os tribunais regionais eleitorais (TREs) de Santa Catarina e São Paulo.
Cumpriram parcialmente a resolução os TRFs da 2ª Região (Rio e Espírito Santo) e da 5ª Região (Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará), o TJ da Paraíba, o TRT da 4ª Região (Rio Grande do Sul) e TREs de Amazonas, Amapá e Ceará.
O levantamento do CNJ mostra que os tribunais superiores — STJ, TSE, STM e TSE — cumprem integralmente a resolução. O STF não entrou no levantamento porque não está sob o controle do CNJ. Cumprem integralmente a resolução os três tribunais estaduais de justiça militar em São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.
Na Justiça eleitoral, 7,4% dos tribunais regionais eleitorais não cumprem a norma. Em termos percentuais, a situação é pior na Justiça Federal. Das cinco cortes que existem no Brasil, uma delas, o TRF3, ou 20% do total, não cumpre a resolução. Na Justiça estadual, 18,5% dos tribunais não cumprem a resolução. Na trabalhista, 16,7% dos tribunais regionais eleitorais também descumprem a determinação.
No Rio, tanto o TJ quanto o TRE cumprem integralmente a resolução. O TRF da 2ª região cumpre parcialmente, enquanto o TRT desobedece a norma.
Embora ainda haja tribunais que não cumprem a resolução, o resultado é melhor do que o observado em junho, quanto 62 Cortes obedeciam a resolução. O CNJ informou que vai reiterar a intimação aos tribunais que ainda não cumprem a determinação para que atualizem a informação prestada ao Conselho.
O Globo
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