O primeiro aconteceu às 19h20, contra um ônibus que fazia a linha 5600-Mangabeira Shopping. O veículo seguia na Avenida Sérgio Guerra, nos Bancários, quando três homens com facas anunciaram o crime.
Eles fugiram em direção ao Timbó. O segundo caso aconteceu na linha 209, às 23h44, quando passava pela Avenida 2 de Fevereiro, no Rangel. Dois homens com facas concretizaram o crime próximo a uma casa de shows do bairro e fugiram com R$ 20 do cobrador. O terceiro aconteceu às 21h24, na linha 301-Mangabeira Pedro II. Dois homens com facas, que haviam embarcado na Integração, anunciaram o assalto, quando passavam pela Torre. Eles levaram R$ 150. O
último caso foi na linha 5600-Mangabeira Shopping, na entrada dos Bancários. Três homens levaram todo o dinheiro apurado, mas o valor não foi revelado.
Quando contactado inicialmente pela reportagem, o comandante do Policiamento Regional Metropolitano da Capital, coronel Jefferson Pereira, não estava informado dos quatro últimos assaltos. Ele destacou, entretanto, que o surto de casos vêm em virtude da repressão policial às drogas. “Existe uma política especial da Secretaria de Segurança em combater o tráfico de entorpecentes e o porte ilegal de armas. Então, os criminosos migram para uma nova modalidade de crime, que agora é o transporte coletivo, para buscar uma capitalização e, no nosso entendimento, pagar os compromissos com o tráfico”, observou.
Nesse sentido, revelou o coronel Jefferson, tem sido posto em prática, desde a quinta-feira passada, um esquema especial de abordagens nos coletivos, levando em consideração os horários, rotas e linhas com maior quantidade de assaltos. Esse trabalho é fruto de um mapeamento que ainda está sendo concluído, levando em consideração apenas esse tipo de ocorrência.
Ele também destacou que está estudando com a Associação das Empresas de Transporte Coletivo de João Pessoa (AETC-JP) outros meios e estratégias para prevenir novos assaltos. A reportagem tentou falar, durante toda a tarde de ontem, com o diretor-executivo da AETC-JP, Mário Tourinho, mas não obteve sucesso.
Correio da Paraíba
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